Casos suspeitos de intoxicação por metanol em Pernambuco sobem para 31; quatro mortes são investigadas
Pacientes apresentaram sintomas após consumo de bebidas adulteradas; autoridades reforçam alerta sobre riscos do metanol
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O número de casos suspeitos de intoxicação por metanol em Pernambuco aumentou para 31, segundo atualização divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) nesta quarta-feira (8). As notificações estão relacionadas ao consumo de bebidas alcoólicas possivelmente adulteradas. Entre os casos registrados, dois são de pacientes de outros estados — um de São Paulo e outro de Alagoas.
Quatro novas suspeitas foram descartadas, elevando para sete o total de exclusões. Dos 29 casos envolvendo residentes em Pernambuco, sete pacientes seguem internados e 14 já receberam alta hospitalar — cinco deles após confirmação de que não houve intoxicação por metanol. Um caso em Mirandiba foi descartado, embora o paciente permaneça hospitalizado por outras causas.
Até o momento, quatro mortes são investigadas: duas em Lajedo, uma em João Alfredo e outra em Paudalho — esta última já descartada como relacionada ao metanol.
Segundo a SES-PE, os casos só são confirmados após diagnóstico laboratorial, com detecção e quantificação da substância, ou por diagnóstico presuntivo, quando o quadro clínico é compatível com intoxicação, mesmo sem análise específica disponível.
Pernambuco foi o segundo estado do país a registrar casos suspeitos, após os primeiros registros em São Paulo. O metanol é um composto altamente tóxico, semelhante ao álcool etílico, que pode causar cegueira, falência múltipla dos órgãos e morte. A substância pode estar sendo adicionada a destilados adulterados, como uísque, vodca, conhaque e cachaça — inclusive em embalagens aparentemente legítimas.
Os sintomas da intoxicação surgem entre 6 e 30 horas após o consumo, com náuseas, dor abdominal, tontura, vômitos e dor de cabeça intensa. Casos graves podem evoluir para confusão mental, alterações visuais, respiração acelerada, coma e insuficiência respiratória.
Na terça-feira (7), a Secretaria de Saúde emitiu uma nota técnica orientando profissionais sobre o reconhecimento e manejo clínico de casos suspeitos. O órgão reforça a necessidade de atenção durante festas e eventos, quando o consumo de bebidas de origem duvidosa tende a aumentar, e destaca a importância de ações educativas para alertar a população sobre os riscos do consumo de bebidas clandestinas.