31 de julho de 2025
Levantamento

Cesta básica tem queda de preço em 22 capitais brasileiras

Maceió está entre as capitais com os menores custos da cesta básica em setembro

Por Redação
Publicado em
De janeiro a setembro de 2025, 12 capitais apresentaram aumento no valor da cesta e 5 tiveram queda - Foto: EBC/Arquivo

O valor da cesta básica caiu em 22 das 27 capitais brasileiras em setembro, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (8) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A pesquisa, que passou a abranger todas as capitais do país desde julho deste ano, apontou redução no custo médio dos alimentos em boa parte do país, com destaque para as capitais do Nordeste e Norte.

As maiores quedas foram registradas em Fortaleza (-6,31%), Palmas (-5,91%), Rio Branco (-3,16%), São Luís (-3,15%) e Teresina (-2,63%). Por outro lado, cinco capitais tiveram alta no preço da cesta, com destaque para Campo Grande (1,55%), seguida de Curitiba (0,38%), Vitória (0,21%), Porto Alegre (0,04%) e Macapá (0,03%).

São Paulo permanece como a cidade com a cesta mais cara do país, custando R$ 842,26, seguida de Porto Alegre (R$ 811,44), Florianópolis (R$ 811,07) e Rio de Janeiro (R$ 799,22). Já os menores valores foram observados em Aracaju (R$ 552,65), Maceió (R$ 593,17), Salvador (R$ 601,74) e Natal (R$ 610,27) cidades cuja cesta tem composição diferenciada.

Comparando os preços com setembro de 2024, as 17 capitais que já faziam parte da pesquisa no ano passado apresentaram alta acumulada, com variações entre 3,87% (Belém) e 15,06% (Recife).

De janeiro a setembro de 2025, 12 capitais apresentaram aumento no valor da cesta e 5 tiveram queda. Os destaques de alta foram Recife (4,69%), Porto Alegre (3,54%) e Salvador (3,06%). Já as maiores reduções foram registradas em Brasília (-3,15%) e Goiânia (-3%).

Com base na cesta mais cara a de São Paulo, o Dieese estimou que o salário mínimo ideal em setembro deveria ser de R$ 7.075,83, ou 4,66 vezes o valor atual de R$ 1.518. O cálculo leva em conta os gastos básicos de uma família de quatro pessoas com moradia, alimentação, saúde, educação, vestuário, transporte, lazer, higiene e previdência.

Em setembro do ano passado, o valor estimado era de R$ 6.657,55 — ou 4,71 vezes o salário mínimo vigente na época (R$ 1.412).


Principais produtos da cesta: tomate, arroz, carne e café

  • Tomate: o preço caiu em 26 capitais, com destaque para Palmas (-47,61%), e subiu apenas em Macapá (4,41%).
  • Arroz agulhinha: queda em 25 capitais, especialmente em Natal (-6,45%), Brasília (-5,33%) e João Pessoa (-5,05%). Alta apenas em Vitória (1,29%).
  • Carne bovina de primeira: teve alta em 16 capitais, com as maiores em Vitória (4,57%), Aracaju (2,32%) e Belém (1,59%).
  • As maiores quedas foram em Macapá (-2,41%), Natal (-1,13%) e São Luís (-1,03%). A variação se explica por uma combinação de oferta limitada e baixa demanda.
  • Café em pó: apresentou queda em 14 capitais, com destaque para o Rio de Janeiro (-2,92%) e Natal (-2,48%). Já os maiores aumentos ocorreram em São Luís (5,10%) e Campo Grande (4,32%).
  • Segundo o Dieese, o aumento no mercado internacional, aliado à redução na demanda interna, ajudou a equilibrar os preços.