31 de julho de 2025
provável adulteração criminosa

Perícia de SP aponta que metanol foi adicionado e não surgiu de destilação natural

A tese mais aceita no momento é a de que o metanol foi utilizado durante a falsificação da bebida, de forma acidental ou proposital

Por Redação
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Perícia oficial do Instituto de Criminalística da Polícia Científica de São Paulo atestou que o metanol encontrado em bebidas alcoólicas apreendidas deve ter sido fruto de adulteração criminosa - Foto: Governo de SP

A perícia oficial do Instituto de Criminalística da Polícia Científica de São Paulo atestou que o metanol encontrado em bebidas alcoólicas apreendidas foi adicionado de forma artificial, descartando a hipótese de ter origem em um processo de destilação natural. A confirmação consolida a tese de adulteração criminosa em meio à crise que já resultou em três mortes e 18 casos de intoxicação no estado, de acordo com um novo boletim do governo paulista divulgado nessa terça-feira (7).

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que suas equipes atuam nas análises para constatar e medir a concentração de metanol nas amostras, além de realizar o exame documentoscópico de rótulos e lacres dos recipientes. A pasta não detalhou o número exato de garrafas analisadas nem as localidades de onde as amostras foram coletadas.

As três vítimas fatais confirmadas são dois homens, de 54 e 46 anos, moradores da capital paulista, e uma mulher, de 30 anos, residente em São Bernardo do Campo.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, as autoridades trabalham com duas linhas de investigação principais. A tese mais aceita no momento é a de que o metanol foi utilizado durante a falsificação da bebida, de forma acidental ou proposital. “A gente acha que pode ter sido usado o etanol comprado no posto de gasolina que tenha sido batizado com metanol e desta forma a bebida foi contaminada", explicou o delegado à CNN Brasil.

Em resposta aos casos, uma força-tarefa foi formada e já resultou em ações significativas. De acordo com o governador Tarcísio de Freitas, operações conjuntas da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária levaram à prisão de 41 pessoas e ao fechamento de quatro fábricas clandestinas envolvidas na produção e distribuição de bebidas adulteradas.