Coca-Cola desmente contaminação por metanol em seus refrigerantes
Empresa reforça que todos os produtos seguem padrões de qualidade e segurança, e autoridades confirmam ausência de investigação
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Nos últimos dias, circulou nas redes sociais um vídeo com inteligência artificial que associava a Coca-Cola a casos de contaminação por metanol em refrigerantes, afirmando que o governo estaria investigando lotes da bebida. O conteúdo também alertava consumidores sobre possíveis sintomas de intoxicação, como dor de cabeça intensa, náuseas e visão embaçada.
No entanto, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), afirmam não haver investigações sobre a presença de metanol em refrigerantes. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou que não recebeu qualquer denúncia, fundamentada ou não, que relacione bebidas não alcoólicas, incluindo refrigerantes, café em pó ou leite, à contaminação por metanol.
A Coca-Cola, por sua vez, em nota declarou que não há qualquer investigação envolvendo seus produtos e que os vídeos que circulam nas redes são falsos. A empresa reforçou que todas as bebidas seguem rígidos padrões de qualidade e segurança e são 100% seguras para consumo.
Casos de intoxicação por metanol
O Ministério da Saúde registrou queda nos casos suspeitos de intoxicação por metanol no país. Nessa segunda-feira (6/10), foram contabilizadas 217 notificações, contra 225 casos no domingo (5/10).
Do total, 17 casos foram confirmados e 200 seguem em investigação. São Paulo, epicentro da crise, concentra 82,49% das notificações, com 15 casos confirmados e 164 sob análise. O Paraná registrou dois casos confirmados e quatro em investigação. Bahia, Distrito Federal e Mato Grosso descartaram os casos que estavam sob análise.