31 de julho de 2025
INTOXICAÇÃO POR METANOL

Ministério Público de São Paulo denuncia 20 pessoas por falsificação de bebidas

Operação prendeu principal fornecedor de insumos para adulteração no estado

Por Redação
Publicado em
Grupo foi preso na cidade de Ferraz de Vasconcelos - Foto: João Valério/Governo do Estado de SP

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou 20 pessoas – 11 homens e 9 mulheres – por integrarem uma organização criminosa especializada na falsificação de bebidas alcoólicas no estado. O grupo foi preso em flagrante no último dia 23 de setembro, durante uma operação da Polícia Civil de Santo André que investigava receptação e adulteração de produtos para distribuição na região.

De acordo com o promotor Felipe Ribeiro Santa Fé, havia no esquema uma "clara divisão de tarefas, demonstrando a estabilidade e permanência da associação criminosa". Entre os denunciados está apontado como o principal fornecedor de insumos para falsificação de bebidas em São Paulo. No local das buscas, os policiais encontraram uma linha de produção ilegal, com garrafas, rótulos, tampas e equipamentos usados para manipular e armazenar os produtos falsificados.

A ação que resultou nas denúncias ocorreu três dias antes do alerta nacional sobre intoxicações por metanol, emitido pelo Ministério da Justiça em 26 de setembro. É importante destacar que não há comprovação de que este grupo específico utilizava metanol em suas falsificações. As investigações sobre esse lote focavam em crimes de receptação e adulteração para revenda.

A denúncia ocorre em um momento de alerta sanitário no estado. O governo paulista confirmou 14 casos de intoxicação por metanol e duas mortes, com outros 178 casos e sete óbitos sob investigação. As principais linhas de apuração da Polícia Civil são o uso de metanol para limpeza de garrafas reutilizadas ou para aumentar o volume de bebidas adulteradas.

Em nível nacional, o Ministério da Saúde recebeu 217 notificações de suspeita de intoxicação por metanol relacionadas a bebidas alcoólicas, com 17 casos confirmados e 200 em investigação. O governo estadual ressalta que as operações de combate à falsificação realizadas este ano – que já prenderam 41 pessoas – não possuem relação direta entre si ou com o crime organizado, sendo investigações independentes.

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