Suspeito de matar coroinha em Paripueira teria sido motivado por ciúmes da enteada
Padrasto de amiga da vítima foi indiciado por crime motivado por ciúmes e uso de álcool e cocaína; polícia pediu prisão preventiva do suspeito
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A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) concluiu as investigações sobre a morte do coroinha Kauê Leônidas Oliveira da Silva, de 18 anos, ocorrida em dezembro de 2024 durante uma festa em Paripueira. De acordo com o inquérito, o padrasto de uma das aniversariantes foi apontado como autor do homicídio, cometido por asfixia mecânica.
Segundo a delegada Tacyane Ribeiro, responsável pelo caso, o crime foi motivado por ciúmes da enteada – que havia convidado Kauê para a festa – e agravado pelo uso combinado de álcool e cocaína. O suspeito, descrito como “dissimulado, agressivo e ciumento”, já possui passagem policial por desobediência e está preso por tentativa de homicídio contra um vizinho, ocorrida em abril de 2024.
A investigação, finalizada na sexta-feira (3), reuniu provas técnicas de 21 aparelhos eletrônicos, 23 laudos do Instituto de Criminalística, 3 laudos do IML e uma denúncia anônima. O laudo do IML confirmou que a morte ocorreu por asfixia mecânica, entre 3h e 4h da manhã, período que coincide com uma discussão entre o suspeito e a enteada registrada durante a festa.
Kauê, que morava no bairro de Ipioca, em Maceió, e atuava como coroinha na Paróquia Nossa Senhora do Ó, foi encontrado sem vida após ser colocado em uma suíte por estar embriagado. A polícia representou pela prisão preventiva do acusado, que já prestou depoimento por duas vezes negando qualquer envolvimento no crime.