31 de julho de 2025
Relatório

Brasil deve registrar mais de 73 mil novos casos de câncer de mama em 2025

Publicação destaca incidência, mortalidade, acesso a exames e desafios no rastreamento da doença

Por Redação
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Segundo o Inca, o câncer de mama continua sendo o tipo que mais mata mulheres no Brasil - Foto: Foto: Divulgação/Sociedade Brasileira de Mastologia

Em alusão ao Outubro Rosa, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançou, nesta sexta-feira (3), o relatório "Controle do Câncer de Mama no Brasil: Dados e Números 2025". A publicação reúne informações sobre incidência, mortalidade, fatores de risco, prevenção, diagnóstico e acesso ao tratamento, com o objetivo de apoiar profissionais de saúde e gestores públicos em ações de combate à doença.

Segundo o Inca, o câncer de mama continua sendo o tipo que mais mata mulheres no Brasil. A estimativa é de 73.610 novos casos da doença em 2025. Em 2023, mais de 20 mil mortes foram registradas. Apesar dos números alarmantes, houve uma redução da mortalidade na faixa etária entre 40 e 49 anos, entre os anos de 2020 e 2023.

O relatório mostra que a Região Sudeste concentra o maior número de casos, enquanto Santa Catarina apresenta a maior taxa de incidência entre os estados. Em relação à mortalidade, as regiões Sul, Sudeste e Nordeste lideram, com as maiores taxas registradas em Roraima, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

A chefe da Divisão de Detecção Precoce e Organização de Rede do Inca, Renata Maciel, destacou avanços no tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento nos últimos três anos. A Região Sul lidera com o maior percentual de casos tratados em até 60 dias.

Apesar desse avanço, ela ressalta a baixa cobertura do rastreamento no país. “Precisamos atingir 70% de cobertura com mamografias bienais. Hoje, temos estados com índices alarmantemente baixos, como 5,3% em algumas regiões do Norte, e 33% no Espírito Santo. É essencial organizar o rastreamento para que mais mulheres tenham acesso à detecção precoce", afirmou.

Renata também alertou para o aumento da mortalidade em mulheres com 80 anos ou mais, enquanto houve queda entre as mais jovens. A maior concentração de óbitos está entre mulheres de 50 a 69 anos.

O diretor do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, José Barreto, lembrou que o rastreamento e o diagnóstico precoce estão entre as prioridades do programa "Agora Tem Especialista", lançado pelo governo federal.

“Nosso objetivo é reduzir as filas de espera por tratamento. No câncer, o tempo é vida. Além disso, incorporamos novos medicamentos para ampliar as possibilidades terapêuticas", destacou.