31 de julho de 2025
CASOS AUMENTAM

Bahia investiga possível morte por metanol em Feira de Santana

Homem de 56 anos morreu após atendimento em UPA; amostras biológicas foram coletadas para análise, com resultado em até 7 dias

Por Redação
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Homem de 58 anos estava em Feira de Santana, na Bahia. - Foto: Freepik

Autoridades de saúde da Bahia investigam uma possível morte por intoxicação de metanol ocorrida em Feira de Santana. Um homem de 56 anos faleceu na madrugada desta sexta-feira (3) após ser atendido na UPA da Queimadinha, no município.

Em nota, o governo estadual informou que o caso será acompanhado pelas equipes de vigilância locais e estaduais, com apoio de órgãos de segurança pública. "Amostras biológicas serão coletadas e encaminhadas para análise laboratorial, com resultado previsto em até sete dias, a fim de confirmar ou descartar a hipótese de intoxicação", afirmou o governo, que mantém diálogo com o Ministério da Saúde para monitorar a situação em outros estados.

Cenário nacional

Até quinta-feira (2), o Brasil contabilizava 48 casos suspeitos de intoxicação por metanol, segundo dados do governo federal. Apenas uma morte foi confirmada até o momento, em São Paulo, enquanto outras sete seguem em investigação – duas em Pernambuco e cinco no estado paulista. O caso do rapper Hungria, inicialmente confirmado pelo ministro Alexandre Padilha, ainda é considerado suspeito pela pasta.

Emergência médica

A intoxicação por metanol é considerada uma emergência médica de alta gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada em produtos tóxicos como formaldeído e ácido fórmico, que podem levar ao óbito. Os principais sintomas incluem visão turva ou perda de visão, náuseas, vômitos, dores abdominais e sudorese.

Orientação à população

Em caso de suspeita de intoxicação, a recomendação é procurar imediatamente serviços de emergência e entrar em contato com:

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001
  • CIATox de sua cidade
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo: (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733

É fundamental identificar e orientar pessoas que tenham consumido a mesma bebida a buscar atendimento médico, já que a demora no tratamento aumenta significativamente o risco de morte.