31 de julho de 2025
Falhas graves

CPMI do INSS: Carlos Viana aponta falhas de órgãos de controle em esquema de fraudes

Senador afirma que falhas em mecanismos de fiscalização permitiram desvio de bilhões da Previdência e anuncia possibilidade de condução coercitiva de convocados

Por Redação com Agência Senado
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Senador é presidente da CPMI do INSS - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira (2) que o depoimento do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho, revelou falhas graves nos órgãos de controle brasileiros, que permitiram fraudes bilionárias na Previdência. O ministro está deponto à comissão desde as 10h30.

"Está claro, pelas falas do ministro, que todos os nossos mecanismos de controle contra corrupção e desvio de dinheiro falharam. Se tivéssemos conseguido impedir falhas nos acordos de cooperação técnica e nos descontos feitos sem autorização, bilhões de reais poderiam ter sido poupados dos aposentados e pensionistas", disse Viana.

O senador afirmou que as primeiras denúncias de fraudes em descontos de aposentados surgiram em 2016 e se intensificaram a partir de 2019. Para ele, excesso de burocracia, influência política e falta de atribuições claras contribuíram para o rombo financeiro.

Viana também destacou a expectativa de ouvir o empresário Maurício Camisotti, preso por ordem do ministro do STF André Mendonça. Camisotti é apontado como sócio oculto de uma empresa envolvida no esquema e beneficiário direto das fraudes, atuando em conjunto com Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".

"Esperamos que o ministro Mendonça nos permita ouvi-lo na CPMI. Caso seja necessário, iremos à sede da Polícia Federal para realizar a oitiva, garantindo todos os direitos legais. Ele é um dos três principais nomes que precisamos ouvir", afirmou Viana.

O presidente da comissão também alertou que os convocados devem agendar seus depoimentos e que a secretaria da CPMI já entrou em contato com todos os convocados e advogados. Segundo ele, alguns têm demonstrado resistência.

"Caso não agendem, a partir da próxima semana autorizarei a Advocacia do Senado a solicitar à Justiça a condução coercitiva dos convocados. Se vierem e falarem a verdade, serão respeitados; se mentirem, poderemos até avaliar a voz de prisão quando necessário", afirmou Viana.