31 de julho de 2025
Debate

Audiência na Câmara vai discutir modernização do Centro de Maceió

Encontro será realizado no dia 10 de outubro, sexta-feira, às 10h, no plenário Silvânio Barbosa

Por Vinícius Rocha
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Centro de Maceió terá discussão sobre processo modernizatório - Foto: Foto: Ascom Iplan/Arquivo

Na próxima sexta-feira, 10 de outubro, a Câmara de Vereadores de Maceió realiza, às 10h, no plenário Silvânio Barbosa, uma Audiência Pública voltada ao futuro do Centro da capital. O encontro reunirá representantes da sociedade civil, empresários, comerciantes, ambulantes, moradores e especialistas para discutir a Parceria Público-Privada (PPP) que prevê a operação, gestão e manutenção dos edifícios históricos Palmares, IAPTEC e Ary Pitombo, onde funcionará o Complexo Administrativo Municipal.

O debate será estruturado em quatro eixos principais: impactos habitacionais e sociais; impactos comerciais e turísticos; impactos na mobilidade e infraestrutura urbana; além de aspectos econômicos e administrativos. O objetivo é avaliar de forma ampla os efeitos da implantação do Complexo Administrativo, que terá capacidade para abrigar cerca de 1.460 servidores públicos e receber diariamente aproximadamente 864 pessoas, o que representa uma reocupação planejada de áreas urbanas degradadas do Centro de Maceió.

Em 2024, a Prefeitura de Maceió promoveu uma consulta pública à população sobre o programa Novo Centro com foco em moradia, economia e preservação cultural. A iniciativa visa transformar o Centro da capital alagoana, levar mais moradia e restaurar espaços de convivência na localidade.

Entre os pontos de análise, estão também as conexões do projeto com outras intervenções em andamento, como as obras do Renasce Salgadinho, na Praia da Avenida e na Buarque de Macedo, consideradas estratégicas para a revitalização da região central.

Formalizado em janeiro deste ano, durante leilão realizado pela B3 em parceria com a Prefeitura de Maceió, o projeto do Novo Centro prevê investimentos de R$ 727 milhões ao longo de 30 anos de concessão. Do total, R$ 197 milhões serão destinados a Capex (investimentos de longo prazo e em bens duráveis), enquanto R$ 530 milhões correspondem a Opex (recursos aplicados em custeio e manutenção das atividades). A execução ficará a cargo do consórcio formado pelas empresas Engemat – Engenharia de Materiais LTDA e Telesil.