Governo afirma que fraudes em concursos foram pontuais e reforça segurança para nova edição do CNU
Entre as medidas de reforço, destacam-se provas personalizadas com códigos de barras específicos por página
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O governo federal afirmou que as fraudes identificadas pela Polícia Federal em concursos públicos foram casos pontuais e não comprometem a integridade dos certames. A declaração foi feita após a deflagração da Operação Última, realizada nesta quinta-feira (2/10), que desarticulou uma organização criminosa especializada em fraudes em processos seletivos.
As investigações apontaram irregularidades na primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) e em concursos das Polícias Civis de Pernambuco e Alagoas, da Universidade Federal da Paraíba, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Os envolvidos foram excluídos dos concursos e afastados de cargos públicos, podendo responder por crimes como fraude em certame, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e participação em organização criminosa.
Em nota conjunta, os ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e da Justiça e Segurança Pública (MJSP) reforçaram a confiança no modelo de segurança adotado para garantir a lisura das provas do CNU. A segunda edição do concurso, apelidado de “Enem dos Concursos”, será iniciada no próximo domingo, 5 de outubro, com aplicação da prova objetiva em 228 cidades brasileiras, reunindo cerca de 761 mil candidatos.
Para essa fase, o governo estruturou uma operação integrada de segurança, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), com apoio da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, polícias militares estaduais e da Força Nacional.
Entre as medidas de reforço, destacam-se provas personalizadas com códigos de barras específicos por página, uso de detectores de metal em salas e banheiros, detectores de ponto eletrônico e sigilo do tipo de prova até a divulgação do gabarito. As provas também contarão com escolta ampliada e guarda reforçada nos locais de armazenamento.
Durante os dias de aplicação (5 de outubro e 7 de dezembro), o Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN) estará em funcionamento, com representantes das forças de segurança de todos os estados e do Distrito Federal monitorando o processo em tempo real, a partir de Brasília.
O CNU 2 oferece 3.652 vagas, sendo 3.144 para nível superior e 508 para nível intermediário, com salários que variam de R$ 4 mil a R$ 16 mil. As vagas estão distribuídas em nove blocos temáticos. A segunda fase do concurso, prevista para 7 de dezembro, será destinada apenas aos candidatos habilitados e convocados após a correção da prova objetiva.
O resultado da primeira fase será divulgado em 12 de novembro. Já a lista final de classificação está programada para ser publicada em 30 de janeiro de 2026.