31 de julho de 2025
prova válida

Moraes nega nulidade da delação de Mauro Cid e afasta contradições em julgamento no STF

Ministro rejeita nulidade da delação de Mauro Cid e mantém depoimentos como prova válida no processo que investiga tentativa de golpe após eleições de 2022

Por Redação
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Rito retornou com o voto do ministro Alexandre de Moraes - Foto: STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta terça-feira (9) o julgamento da Ação Penal nº 2.668, que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por suposta articulação de um plano golpista para anular os resultados das eleições presidenciais de 2022. A sessão foi marcada pelo início do voto do ministro relator Alexandre de Moraes, que analisou preliminares antes de adentrar no mérito do caso.

Em uma decisão significativa, Moraes rejeitou pedido de nulidade da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. O magistrado afirmou não encontrar contradições nos depoimentos do militar, sustentando a validade das provas colhidas.

"A PF resolveu fracionar os oito depoimentos porque eram oito fatos diversos: joias, vacinação (falsificação), tentativa de golpe. São oito depoimentos que poderiam estar num megadepoimento com oito capítulos. Os depoimentos não são contraditórios", reforçou o ministro em seu voto.

A decisão de Moraes mantém intacto o núcleo probatório da acusação, que inclui relatos detalhados sobre supostas tentativas de golpe, esquema de falsificação de certificados de vacinação e o caso das joias sauditas. O julgamento continua com a análise das demais preliminares antes do exame definitivo do mérito da ação penal que pode determinar a responsabilidade dos acusados.