Grito dos Excluídos leva multidão às ruas de Maceió contra a escala 6x1 e a anistia, no 7 de Setembro
Em sua 31ª edição, movimento histórico reúne movimentos sociais, sindicais e pastorais na capital alagoana; deputado Paulão (PT) defende mobilização popular para influenciar Congresso
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O Grito dos Excluídos, tradicional movimento social que chega à sua 31ª edição, tomou as ruas de Maceió neste 7 de Setembro, data da Independência do Brasil. A concentração começou na Praça da Faculdade, no bairro do Prado, seguindo em marcha até a Praia da Avenida, reunindo uma ampla coalizão de movimentos sociais, sindicais, pastorais, coletivos ambientais e organizações estudantis.
Sob o lema “Cuidar da casa comum e da democracia é luta de todo dia”, o ato deste ano sintetizou o espírito de mobilização em um contexto de desafios sociais, ambientais e institucionais. Criado em 1995 para dar voz às pessoas marginalizadas, o Grito dos Excluídos coloca no centro do debate público temas historicamente negligenciados pelo poder público.
O deputado federal Paulão (PT), presente no evento, destacou o poder da mobilização popular para influenciar o Congresso Nacional. “O segredo agora é mobilização popular e nas redes. Esse é o elemento que faz com que a classe política tema. Quando tem esse movimento em todo o Brasil, esse volume e a temática sendo a defesa do Brasil e da soberania, tem uma reverberação muito grande”, afirmou o parlamentar, defendendo que a pressão social é crucial para garantir direitos.
Além da pauta histórica do movimento, o ato em Maceió incorporou protestos contemporâneos, incluindo a defesa dos direitos trabalhistas – com críticas à escala 6x1 – e um posicionamento claro contra qualquer projeto de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, reforçando o caráter plural e atualizado da manifestação.