31 de julho de 2025
Cesta Básica

Preço da cesta básica cai em 24 capitais em agosto, aponta Dieese

Maceió está entre as capitais que apresentaram queda no preço

Por Por Redação
Publicado em
Cesta básica// - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O preço do conjunto de alimentos básicos teve queda em 24 das 27 capitais brasileiras em agosto, na comparação com julho, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta sexta-feira (5) pelo Dieese e pela Conab. As maiores reduções foram registradas em Maceió (-4,1%), Recife (-4%), João Pessoa (-4%) e Natal (-3,7%). Já as únicas altas ocorreram em Macapá (0,9%), Palmas (0,6%) e Rio Branco (0,02%).

São Paulo continua sendo a capital com a cesta básica mais cara do país, com valor médio de R$ 850,84, seguida por Florianópolis (R$ 823,11), Porto Alegre (R$ 811,14) e Rio de Janeiro (R$ 801,34). Os menores valores foram registrados em capitais do Norte e Nordeste, como Aracaju (R$ 558,16), Maceió (R$ 596,23) e Salvador (R$ 616,23).

Desde julho de 2025, a pesquisa passou a abranger todas as 27 capitais brasileiras — antes, era feita apenas em 17.

Comparação anual mostra alta nas 17 capitais originais

Ao comparar os preços de agosto de 2025 com o mesmo mês do ano anterior, todas as 17 capitais analisadas no período original da pesquisa apresentaram aumento. As variações foram de 3,3% (Belém) a 18% (Recife).

No acumulado de janeiro a agosto de 2025, 13 capitais registraram alta no valor da cesta, com destaque para Fortaleza (7,32%), Recife (6,93%) e Salvador (5,54%). Já quatro capitais apresentaram queda: Goiânia (-1,85%), Brasília (-0,55%), Vitória (-0,53%) e Campo Grande (-0,20%).

Salário mínimo necessário deveria ser 4,7 vezes maior, diz Dieese

Com base no valor da cesta mais cara (São Paulo), o Dieese estima que o salário mínimo ideal em agosto de 2025 deveria ter sido de R$ 7.147,91, o equivalente a 4,71 vezes o valor atual, de R$ 1.518. Em agosto de 2024, o mínimo necessário era de R$ 6.606,13.

Tomate, arroz, feijão e carne registram queda de preços

Entre os alimentos, o tomate teve redução em 25 capitais, com destaque para Brasília (-26,8%) e Belo Horizonte (-23,2%). Os únicos aumentos foram em Macapá (9,1%) e Palmas (2,6%).

O arroz agulhinha também ficou mais barato em 25 capitais, especialmente em Macapá (-8,7%) e Florianópolis (-5,7%). Houve alta em Porto Alegre e Rio Branco (0,9%).

O feijão preto, monitorado no Sul, Rio de Janeiro e Vitória, teve queda em todas as capitais — com destaque para Rio de Janeiro (-6,9%). Já o feijão carioca subiu apenas em Campo Grande (0,4%) e Teresina (0,1%), e caiu em São Luís (-5,2%) e Belo Horizonte (-4,6%).

O café em pó apresentou queda em 24 capitais, com destaque para Brasília (-5,5%). Subiu em Teresina (0,3%) e Fortaleza (0,1%), e ficou estável em Aracaju.

A carne bovina de primeira teve queda em 18 capitais, com recuo mais expressivo em Vitória (-3,8%). Em oito capitais, o preço subiu, como em Rio Branco (2,2%) e Campo Grande (2,1%).

Segundo o Dieese, o recuo ocorreu mesmo com o aumento das exportações e menor oferta de abate no mês.