31 de julho de 2025
Operação Fames-19

STJ afasta governador do Tocantins e primeira-dama por suspeita de desvio de R$ 73 milhões na pandemia

Corte Especial mantém decisão que afasta Wanderley Barbosa e esposa por 6 meses; PF deflagra nova fase da Operação Fames-19 com buscas em gabinetes de deputados

Por Redação
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O governador afastado do Tocantins, Wanderley Barbosa - Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ratificou nesta quarta-feira (3) o afastamento por seis meses do governador do Tocantins, Wanderley Barbosa, e de sua esposa, Karynne Sotero Campos, secretária estadual, por suposta participação em um esquema de desvio de recursos públicos durante a pandemia. A decisão unânime dos 15 ministros mais antigos do tribunal ocorreu horas após a Polícia Federal (PF) deflagrar a segunda fase da Operação Fames-19, com 51 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo gabinetes de deputados estaduais.

Principais pontos da investigação:

  • Suspeita de desvio de R$ 73 milhões em contratos de cestas básicas e frangos congelados;
  • Recursos teriam sido lavados via empreendimentos de luxo, compra de gado e gastos pessoais;
  • PF aponta prejuízo de R$ 97 milhões aos cofres públicos em 2020-2021;
  • Governador alega que contratos foram firmados na gestão anterior (Mauro Carlesse).

O ministro Mauro Campbell, relator do caso, destacou "fartos indícios" de que Barbosa e Karynne comandaram um "esquema sistemático e bem organizado" de desvios, com auxílio de empresários e deputados. Além do afastamento, a corte determinou:

  • Proibição de acesso a prédios públicos estaduais;
  • Suspensão de 18 empresas investigadas;
  • Restrição de contato entre investigados e testemunhas.

Barbosa classificou a decisão como "precipitada" e afirmou que acionará meios jurídicos para reassumir o cargo. A Operação Fames-19 segue apurando o uso de emendas parlamentares e contratos irregulares no período emergencial da COVID-19.

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