31 de julho de 2025
CRESCIMENTO

Brasil fica em 6º lugar no G20 em crescimento econômico no segundo trimestre

PIB brasileiro cresce 0,4% entre o primeiro e o segundo trimestre de 2025

Por Redação
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PIB do Brasil teve 3,2% de alta, apesar de desaceleração - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Brasil ficou na sexta posição entre os países do G20 que já divulgaram o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2025, conforme dados divulgados nesta terça-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB brasileiro acumulou alta de 3,2% nos últimos 12 meses e cresceu 2,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestre de 2025, o PIB do país cresceu 0,4%, sinalizando uma desaceleração em relação ao avanço de 1,3% registrado no trimestre anterior. A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda avaliou o desempenho do Brasil e de outros 16 países do G20 que já divulgaram seus dados para o período.

O G20 é composto por 19 países, além da União Africana e da União Europeia, e representa cerca de 85% da economia mundial, mais de 75% do comércio global e aproximadamente dois terços da população do planeta.

Juros altos e desaceleração

Rebeca Palis, coordenadora da Contas Nacionais do IBGE, atribuiu a desaceleração econômica à política monetária restritiva adotada pelo Banco Central, com juros altos para conter a inflação. Segundo ela, a elevação da taxa de juros reduz o consumo e o investimento, esfriando a demanda por bens e serviços.

Expectativas para o próximo trimestre

Para o terceiro trimestre, a SPE projeta um crescimento do PIB ligeiramente inferior ao do segundo trimestre. A análise destaca que, apesar da desaceleração no crédito e do aumento da inadimplência, o mercado de trabalho brasileiro mantém-se resiliente, o que pode ajudar a sustentar a atividade econômica. Fatores como o pagamento de precatórios e a expansão do crédito consignado também são citados como impulsionadores.

Com os dados divulgados nesta terça-feira, a SPE revisou a projeção inicial de crescimento para 2025, que era de 2,5%, apontando agora um “leve viés de baixa” devido à desaceleração mais forte do que o esperado no segundo trimestre e aos efeitos acumulados da política monetária.