PM contesta denúncia no 'caso Kekel' e questiona vídeo editado: 'Sequer confirma socos ou tapas'
Em nota enviada com exclusividade à Francês News, a corporação afirmou que o empresário Clévio, dono de uma pizzaria no Barro Duro, desobedeceu à ordem de parada e resistiu ativamente após abordagem
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A Polícia Militar de Alagoas se manifestou sobre o vídeo divulgado por um empresário do ramo alimentício que mostra suposta agressões cometidas por policiais da ROTAM, em decorrência de uma abordagem realizada na madrugada do dia 30 de agosto, no bairro Antares, em Maceió. E
Em nota enviada com exclusividade à Francês News, a corporação afirmou que o empresário Clévio, dono de uma pizzaria no Barro Duro, desobedeceu à ordem de parada e foi acompanhado por cerca de um quilômetro antes de ser abordado. Segundo a PM, a ação seguiu os protocolos de segurança adotados em situações envolvendo suspeitos, e o uso de algemas e técnicas de imobilização foi necessário diante da resistência ativa do condutor.
Sobre os vídeos que circulam nas redes sociais, os militares alegam que as imagens foram editadas e não demonstram o contexto completo da abordagem, tampouco comprovam as agressões alegadas. A nota também menciona que alguns policiais envolvidos sofreram lesões durante a contenção e foram submetidos ao exame de corpo de delito.
Na versão apresentada pela PM à Francês News, os policiais visualizaram o automóvel conduzido pelo empresário realizando manobras perigosas, atravessando cruzamentos em alta velocidade. Após a tentativa de parada, houve acompanhamento por cerca de um quilômetro. Quando finalmente abordado, o condutor teria descido do carro em atitude de confronto, resistido à prisão e feito ameaças aos agentes. A PM afirmou que, diante desse cenário, foi necessário utilizar algemas, conforme previsto na Súmula Vinculante nº 11 do Supremo Tribunal Federal, que autoriza o uso do equipamento em casos de resistência, tentativa de fuga ou risco à integridade física.
O caso foi judicializado nesta terça-feira, 2, por iniciativa da defesa do empresário, que afirma ter havido abuso de autoridade, agressões físicas e violação de direitos. O advogado do empresário, Ricarderson Araújo, relatou que o cliente foi insultado, ameaçado e teve os braços torcidos ao ser algemado, além de ser derrubado no chão e contido por quatro policiais, mesmo sem oferecer resistência. Clévio usava o Cordão Girassol, acessório que identifica pessoas com deficiências ocultas, o que, segundo a defesa, motivou insistentes questionamentos por parte dos agentes.
A corporação também confirmou que o uso do Cordão Girassol foi observado pela guarnição, mas informou que o questionamento sobre a condição de saúde teve o objetivo de adaptar os procedimentos, caso fosse necessário.
O empresário foi conduzido à Central de Flagrantes da Capital e autuado por direção perigosa e resistência. A PM informou ainda que a resistência só cessou após a chegada do pai do empresário, um policial militar da reserva, que interveio na situação. Segundo a corporação, a atuação da ROTAM segue pautada pela legalidade e pelo uso proporcional da força, quando necessário, e que o batalhão mantém forte atuação no combate à criminalidade no estado.
A defesa do empresário, por sua vez, reafirma que houve abuso de poder, prisão ilegal e constrangimento, e que anexará ao processo vídeos e relatos de testemunhas que presenciaram a abordagem. Clévio foi liberado após pagamento de fiança. "Os objetivos são punir os policiais pelo excesso de força e violência aplicada na abordagem", declarou o advogado do empresário, Ricarderson Araujo, à Francês News.