Defesa de Mauro Cid nega coação e reafirma a validade da delação premiada no STF
Publicado em
No início do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a suposta tentativa de golpe de Estado, a defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, sustentou com veemência que sua delação premiada não sofreu qualquer tipo de coação. Os advogados afirmaram que todas as etapas da colaboração com a PGR foram realizadas com a presença de defensores e dentro do respeito ao devido processo legal.
Segundo o advogado Jair Alves Pereira, "muito embora a colaboração do Mauro Cid já tenha sido validada por essa Corte em mais de uma oportunidade, tanto em audiência com o ministro relator (Alexandre de Moraes) como aqui no plenário, foi batido muito no processo que ele foi coagido inicialmente pela Polícia Federal e depois por Moraes".
A defesa criticou a tentativa de nulidade do acordo por outras defesas, alertando que a delação é peça-chave para ligar Bolsonaro e seus aliados ao plano articulado entre 2021 e 2023 para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente.
Além disso, os advogados contestaram a utilização de áudios e registros apresentados por outros réus para questionar a colaboração premiada. "Em nenhum momento esse áudio vaza qualquer coisa em relação à colaboração premiada. Ele confronta as ideias da investigação, o que é normal e legítimo dentro do Estado Democrático de Direito", disse Pereira.