31 de julho de 2025
PEDIDO DO RELATOR

CPMI das fraudes no INSS solicita prisão preventiva de nove investigados ao STF

Relator da comissão, deputado alagoano Alfredo Gaspar, defende medida citando risco de fuga e gravidade do esquema que vitimou aposentados

Por Redação
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Na mesa, o relator da CPMI, Alfredo Gaspar (E), o presidente da comissão, senador Carlos Viana, e o advogado Eli Cohen (D) - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga um massivo esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiu, em reunião nesta segunda-feira (1º), pedir a prisão preventiva de nove pessoas denunciadas por participação no caso. A solicitação será encaminhada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do processo na Corte.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), justificou a medida ao afirmar que todos os nomes constam do inquérito principal da Polícia Federal, que tem mais de 3 mil páginas "todas fundamentadas". Gaspar argumentou que a prisão é necessária devido ao claro risco de fuga dos acusados. "Nós estamos com indícios suficientes de autoria, com prova da materialidade dos crimes. O Brasil é muito grande, nós temos vários exemplos de fuga e há um risco tremendo de fuga desses criminosos”, explicou o parlamentar alagoano, criticando a posição inicial da PF que, mesmo vendo os fundamentos, solicitou medidas alternativas à prisão.

Entre os nomes para os quais a comissão pedirá a prisão preventiva estão Maurício Camisotti, Antônio Carlos Camilo, Antônio Luz, Fernando de Araújo, Márcio Alaor, André Fidelis, Virgílio Antônio Ribeiro, Eric Fidelis e Ramon Novais. A decisão foi tomada após o depoimento do advogado investigativo Eli Cohen, que afirmou toda a operação de descontos ilegais girava em torno de Maurício Camisotti, cuja empresa, a THG, seria a principal receptadora dos valores fraudados.

Cohen revelou à comissão que descobriu o esquema quase por acaso, ao ser procurado por duas pessoas que atuavam como "laranjas" para empresas de Camisotti e que buscavam uma indenização. Após uma pesquisa inicial e uma pequena nota na imprensa, o caso ganhou amplitude com uma reportagem do Metrópoles, que, segundo ele, foi o estopim para o início das investigações pelos órgãos públicos. O advogado alegou que a Polícia Civil de São Paulo não deu andamento à notícia-crime que ele apresentou em abril de 2023.

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