CPMI das fraudes no INSS solicita prisão preventiva de nove investigados ao STF
Relator da comissão, deputado alagoano Alfredo Gaspar, defende medida citando risco de fuga e gravidade do esquema que vitimou aposentados
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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga um massivo esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiu, em reunião nesta segunda-feira (1º), pedir a prisão preventiva de nove pessoas denunciadas por participação no caso. A solicitação será encaminhada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do processo na Corte.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), justificou a medida ao afirmar que todos os nomes constam do inquérito principal da Polícia Federal, que tem mais de 3 mil páginas "todas fundamentadas". Gaspar argumentou que a prisão é necessária devido ao claro risco de fuga dos acusados. "Nós estamos com indícios suficientes de autoria, com prova da materialidade dos crimes. O Brasil é muito grande, nós temos vários exemplos de fuga e há um risco tremendo de fuga desses criminosos”, explicou o parlamentar alagoano, criticando a posição inicial da PF que, mesmo vendo os fundamentos, solicitou medidas alternativas à prisão.
Entre os nomes para os quais a comissão pedirá a prisão preventiva estão Maurício Camisotti, Antônio Carlos Camilo, Antônio Luz, Fernando de Araújo, Márcio Alaor, André Fidelis, Virgílio Antônio Ribeiro, Eric Fidelis e Ramon Novais. A decisão foi tomada após o depoimento do advogado investigativo Eli Cohen, que afirmou toda a operação de descontos ilegais girava em torno de Maurício Camisotti, cuja empresa, a THG, seria a principal receptadora dos valores fraudados.
Cohen revelou à comissão que descobriu o esquema quase por acaso, ao ser procurado por duas pessoas que atuavam como "laranjas" para empresas de Camisotti e que buscavam uma indenização. Após uma pesquisa inicial e uma pequena nota na imprensa, o caso ganhou amplitude com uma reportagem do Metrópoles, que, segundo ele, foi o estopim para o início das investigações pelos órgãos públicos. O advogado alegou que a Polícia Civil de São Paulo não deu andamento à notícia-crime que ele apresentou em abril de 2023.