31 de julho de 2025
Explicações

Líder de JHC chama braço-direito de Dantas de arrogante e diz que ele forçou sua saída do governo

O parlamentar explicou que sua saída ganhou força após apresentar um relatório detalhado sobre as ações da Seprev

Por Vinícius Rocha
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Rota de embate: Kelmann acusa Vitor Pereira de forçar sua saída do governo - Foto: Reprodução

O vereador Kelmann Vieira (MDB) afirmou que sua saída da Secretaria de Prevenção à Violência (Seprev), durante o governo de Paulo Dantas (MDB), não foi decisão direta do governador, mas resultado da influência do então secretário de Governo, Vitor Pereira.

“Foi o Vitor que me tirou do governo, não tenho dúvida nenhuma”, declarou. Segundo ele, sempre manteve diálogo direto com Dantas, participando de pelo menos 11 reuniões ao lado da secretária da Fazenda e, em algumas ocasiões, da equipe de Planejamento. “O governador cobrava gestão e contenção de despesas, e eu entregava. Não tinha problema com isso”, afirmou.

O parlamentar explicou que sua saída ganhou força após apresentar um relatório detalhado sobre as ações da secretaria. A Secretaria de Governo (Segov), administrada por Pereira, concluiu que a gestão de Kelmann teria aumentado em R$ 2,5 milhões a folha de pessoal. O vereador nega. “Nunca aumentei dois milhões e meio. Isso jamais passaria pelo crivo do governador sem a análise da Fazenda. Eu tinha consciência de que não havia aumento”, disse.

Kelmann também comentou sobre a relação com Vitor Pereira. “A gente se respeitava, mas eu vi aquele perfil dele um pouco… e chamei de arrogante, sim. Chamei publicamente de arrogante”, declarou.

Outro fator mencionado pelo vereador foi a atuação do ex-deputado estadual Davi Maia, que havia se afastado do grupo político de JHC e se alinhado a Paulo Dantas. De acordo com Kelmann, Maia pediu que ele deixasse a secretaria e retornasse à Câmara para assumir a liderança da oposição.

“Um dia o governador me chamou e disse: ‘A Câmara está precisando de um líder de oposição, e você faz esse papel bem’. Na minha cabeça, eu já sabia que tinha sido o Davi Maia. Ele assumiu esse papel de articulador político aqui na capital. Não gostei, mas fazer o quê? O governador disse que eu tinha que voltar, e pronto”, relatou.

Kelmann reforçou que deixou o cargo com entregas positivas. “Eu sempre fiz relatórios, mostrei gestão e contenção de despesas. Se houve problema, não foi comigo, mas com o entorno do governador”, concluiu.

Hoje, o parlamentar é do grupo de situação e é publicamente chamado de líder do governo JHC na Câmara de Maceió.