31 de julho de 2025
MUSA DA BEIJA-FLOR

Giovanna Lancellotti gera polêmica ao protagonizar homenagem a orixás no Carnaval 2026

Atriz branca reverenciando Iemanjá e Oxum durante escolha do samba-enredo divide redes sociais

Por Redação
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A atriz e musa da Beija-Flor, Giovanna Lancellotti - Foto: Reprodução

A escolha do samba-enredo da Beija-Flor para o Carnaval 2026 se tornou palco de controvérsia após a performance da musa oficial da escola, Giovanna Lancellotti. Durante a apresentação na última quinta-feira (25/9), a atriz branca - casada com Gabriel David, herdeiro da agremiação e presidente da Liesa - protagonizou uma homenagem às religiões de matriz africana, ajoelhando-se e reverenciando duas dançarinas negras que representavam as divindades Iemanjá e Oxum.

Críticas à representatividade

A cena gerou intenso debate nas redes sociais, onde usuários questionaram a escolha de uma artista branca como figura central em uma apresentação que celebra tradições africanas. "Imaginem uma reunião, seis pessoas em volta da mesa, o líder diz 'o tema é ancestralidade', alguém sugere 'vamos colocar a Giovanna Lancellotti' e todos concordam. Não é possível", criticou um internauta. Outros manifestaram descontentamento com a posição secundária das duas artistas negras na coreografia.

Enredo para 2026

A polêmica ocorre no contexto do enredo "Bembé: Maior Candomblé de Rua do Mundo", que a Beija-Flor desenvolverá no próximo carnaval. A escola de Nilópolis homenageará o "Bembé do Mercado", celebração religiosa tradicional que há 136 anos é realizada em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, reunindo mais de 60 terreiros de religiões de matriz africana.

Enquanto alguns defendem a participação da musa, outros apontam a necessidade de maior protagonismo negro em representações culturais que celebram precisamente essa herança africana. O caso reacende discussões sobre apropriação cultural e representatividade no carnaval carioca, tradicional espaço de manifestação da cultura afro-brasileira.