31 de julho de 2025

GU apura enriquecimento ilícito de sete servidores em fraudes no INSS

Outro ex-diretor, Alexandre Guimarães, também é citado por vínculos financeiros com entidades associativas

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Entre os suspeitos está André Paulo Félix Fidélis, ex-diretor de Benefícios e Relacionamento do INSS - Foto: Foto: Leonardo Pains – Ascom/CGU

A Controladoria-Geral da União (CGU) investiga sete servidores e ex-servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por suspeita de enriquecimento ilícito ligado a descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões. Os casos fazem parte da operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal (PF), e foram reforçados por relatórios de inteligência financeira do Coaf que apontam movimentações incompatíveis com a renda dos investigados.

Entre os suspeitos está André Paulo Félix Fidélis, ex-diretor de Benefícios e Relacionamento do INSS. Segundo a PF, pessoas físicas e jurídicas ligadas a ele receberam mais de R$ 5,1 milhões de empresas relacionadas ao operador do esquema, Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como careca do INSS. A investigação aponta que parte dos repasses teria sido feita por meio do escritório de advocacia de seu filho.

Outro ex-diretor, Alexandre Guimarães, também é citado por vínculos financeiros com entidades associativas. Ele aparece como sócio da empresa Vênus Consultoria, suspeita de receber recursos do mesmo operador. Além deles, outros cinco servidores foram incluídos no relatório da CGU:

  • Veja os servidores na mira da CGU por suposto enriquecimento ilícito

Jobson de Paiva Sales – funcionário do INSS, citado por movimentações financeiras indiretas por meio de familiares.

Luiz Carlos Cavalcante Ferreira – teria movimentado valores incompatíveis com a renda declarada, inclusive repasses a colegas de órgão.

Geovani Batista Spiecker – suspeito de supervisionar Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) e de enviar dados de beneficiários à Dataprev sem autorização.

Francisco Assis Santos Mano Barreto – ex-ouvidor, apontado por transações consideradas suspeitas pelo Coaf, que somam R$ 22,3 mil.

Francisco Raimundo Corrêa – ex-agente público e advogado, que movimentou mais de R$ 500 mil entre 2022 e 2023; faleceu no ano passado.

A CGU determinou que os indícios sejam analisados pela Coordenação-Geral de Enfrentamento ao Enriquecimento Ilícito (Coeni), que poderá instaurar sindicância patrimonial contra os envolvidos. O relatório foi encaminhado também à CPMI do INSS, que investiga o esquema de descontos indevidos.