31 de julho de 2025
Banco Central

Déficit nas contas externas do Brasil cai para US$ 4,7 bilhões em agosto

Desempenho positivo ocorreu mesmo após o início do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros

Por Redação
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Os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 8 bilhões em agosto - Foto: Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O Brasil registrou déficit de US$ 4,7 bilhões nas contas externas em agosto, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (26). Apesar do saldo negativo, o resultado representa melhora em relação ao déficit de US$ 7,2 bilhões no mesmo mês de 2024.

No acumulado de 12 meses até agosto, o déficit soma US$ 76,2 bilhões, equivalente a 3,51% do PIB. Em julho, o indicador estava em US$ 78,7 bilhões (3,66% do PIB). Já no acumulado de 2025, o saldo negativo chega a US$ 46,8 bilhões, o maior para o período de oito meses desde 2015.

A melhora em agosto foi impulsionada pela balança comercial, que registrou superávit de US$ 5,5 bilhões. As exportações cresceram 3,8%, alcançando US$ 30 bilhões, enquanto as importações recuaram 2,6%, somando US$ 24,5 bilhões. No mesmo mês de 2024, o superávit havia sido de US$ 3,7 bilhões.

O desempenho positivo ocorreu mesmo após o início do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, com tarifas de até 50%. Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, o crescimento das exportações reflete a diversificação de mercados, como China e Argentina.

Outros indicadores

  • Balança de serviços: déficit de US$ 4,2 bilhões, queda de 20,3% frente a agosto de 2024.
  • Renda primária: déficit de US$ 6,3 bilhões, alta de 6,4% na comparação anual.
  • Renda secundária: superávit de US$ 397 milhões.

O BC destacou que o aumento do déficit no acumulado do ano é resultado da queda no superávit comercial, que recuou de US$ 48 bilhões em 2024 para US$ 37,5 bilhões em 2025.

Os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 8 bilhões em agosto, próximo ao valor do mesmo período de 2024. Em 12 meses, o total é de US$ 69 bilhões (3,18% do PIB).

As reservas internacionais atingiram US$ 350,8 bilhões, maior patamar desde novembro de 2024, funcionando como um “colchão de segurança” para o país enfrentar choques externos.