31 de julho de 2025

Estudo aponta falhas nos recursos de segurança do Instagram para adolescentes

Por Redação
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Estudo reforça a pressão sobre plataformas de mídia social - Foto: Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

Pesquisadores da Northeastern University e grupos de defesa da segurança infantil afirmam que diversos recursos de segurança do Instagram, voltados a proteger adolescentes, apresentam falhas ou simplesmente não existem. O estudo, intitulado “Teen Accounts, Broken Promises” (Contas de adolescentes, promessas não cumpridas), avaliou 47 ferramentas anunciadas pela Meta ao longo de mais de uma década, considerando apenas oito totalmente eficazes.

Entre os recursos que não funcionam como prometido estão filtros que bloqueiam termos de pesquisa relacionados à automutilação e mensagens anti-bullying, que foram facilmente contornados. Um mecanismo criado para redirecionar jovens de conteúdos potencialmente prejudiciais nunca foi acionado, segundo os pesquisadores. Por outro lado, alguns recursos mostraram eficácia, como o “modo silencioso”, que desativa notificações à noite, e a exigência de aprovação dos pais para alterações nas contas dos filhos.

Dois dos grupos que conduziram a pesquisa Molly Rose Foundation, no Reino Unido, e Parents for Safe Online Spaces, nos EUA — foram fundados por pais que alegam ter perdido filhos devido a bullying e automutilação nas plataformas da Meta. Laura Edelson, professora da Northeastern University, ressaltou que os testes demonstram que muitas ferramentas de segurança do Instagram simplesmente não funcionam conforme anunciado.

A Meta contestou os resultados, classificando o relatório como “enganoso” e afirmando que distorce seus esforços de proteção a adolescentes. Andy Stone, porta-voz da empresa, afirmou que os jovens que utilizaram os recursos de segurança foram expostos a menos conteúdo sensível e passaram menos tempo online à noite.

O estudo também recebeu contribuições de Arturo Bejar, ex-executivo de segurança da Meta, que indicou falhas nos sistemas da plataforma durante seu período de consultoria. Bejar afirmou que ideias de segurança foram reduzidas a recursos ineficazes e que, apesar de alertar a empresa sobre problemas graves, não houve respostas adequadas na época.

Em resposta, a Meta informou que corrigiu essas falhas combinando sistemas automatizados com revisão humana e anunciou a expansão das contas de adolescentes para o Facebook internacionalmente. O diretor do Instagram, Adam Mosseri, afirmou que a empresa busca garantir que os pais se sintam seguros com seus filhos usando as redes sociais.

O estudo reforça a pressão sobre plataformas de mídia social para aprimorar a proteção de crianças e adolescentes em um ambiente digital cada vez mais complexo.