"Meu filho é tratado como bicho": Mãe atípica desabafa sobre tratamento oferecido pelo Governo de Alagoas
Franciane Ferreira denunciou a falta de preparo dos profissionais que lidam com crianças autistas na rede pública estadual
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A mãe do menino Ravi Guilherme, de 10 anos, identificada como Franciane Ferreira compartilhou um desabafo em tom de revolta nas redes sociais devido ao tratamento dado pelo Governo de Alagoas ao seu filho, diagnosticado com autismo nível três de suporte, transtorno opositor desafiador (TOD) e deficiência intelectual.
Em sua manifestação, Franciane conta que o menino é atendido no município de Arapiraca e denunciou a falta de preparo dos profissionais que lidam com crianças autistas na rede pública estadual.
"Eles contratam qualquer pessoa para ser cuidadora de uma criança autista. Gente, nem eu que sou mãe sei lidar com o meu filho às vezes, imagina uma pessoa que não sabe nem o que é autismo", afirma. Ela ainda complementa que não há suporte nem treinamento adequado para esses cuidadores saberem como agir em crises.
Ela destacou também a insuficiência no atendimento médico especializado, sobretudo na área neurológica, afirmando: "Como que vocês vão me dizer que tem um neurologista no estado de Arapiraca para atender centenas de crianças? Meu filho está há cinco meses com as medicações irregulares, todo desregulado, porque não tem escola, não tem tratamento, não tem nada... No estado de Alagoas não tem nada".
Franciane criticou a gestão dos recursos públicos, mencionando investimentos em obras para o turismo enquanto faltam verbas para saúde e educação especial. Ela anunciou ainda que levará suas reivindicações ao Ministério Público, Ministério da Saúde e Ministério da Educação, com a intenção de fazer pressão constante até obter respostas concretas.
A revolta da mãe foi corroborada por outros usuários nas redes sociais: "Eu como mãe atípica te falo, você não está sozinha", afirmou uma internauta. "O vidio vai viraliza e chega onde tem que chega nao sou mãe tdh mais tamos juntos (sic)", escreveu outra mulher na publicação.