31 de julho de 2025
Operação Lei do Retorno

Investigação revela que deputada do Maranhão usou R$ 550 mil em espécie na compra de apartamento

Valores, divididos em duas transações, foram citados na Operação Lei do Retorno, que investiga desvios na educação maranhense

Por Redação
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Documentos foram obtidos pela PF durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência da deputada - Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Federal (PF) encontrou documentos na casa da deputada estadual do Maranhão Daniella Jadão (PSB) que indicam o pagamento de R$ 550 mil em dinheiro vivo para a aquisição de um apartamento. Os recibos, apreendidos durante a Operação Lei do Retorno no final de agosto, mostram duas transações: uma de R$ 400 mil em 22 de junho de 2023 e outra de R$ 150 mil em 5 de julho do mesmo ano, ambas assinadas pela proprietária do imóvel.

A operação investiga um esquema de desvios em contratos da educação em municípios maranhenses e o suposto recebimento de propina por servidores públicos. A deputada Daniella Jadão e seu companheiro, o ex-prefeito de Caxias e atual secretário estadual da Agricultura, Fábio Gentil, são apontados pela PF como beneficiários do esquema. Além dos recibos, os policiais apreenderam um celular e um notebook da deputada, dois celulares de Gentil – que tentou esconder um deles dentro da pia do banheiro – e R$ 30 mil em espécie.

De acordo com as investigações, o casal teria papel central na concretização dos contratos fraudulentos. A PF relata que o esqueme operava por meio do direcionamento de licitações e da montagem de procedimentos de inexigibilidade para empresas específicas, com o objetivo de desviar recursos do Fundeb. A corporação afirma que o dinheiro apreendido em um carro em 2022, no valor de R$ 575 mil, seria uma propina destinada a Gentil e Daniella, e que o veículo estava registrado em nome da mãe da deputada.

Por meio de suas assessorias, a deputada Daniella Jadão e o secretário Fábio Gentil afirmaram que, por a investigação correr em segredo de justiça, não podem tecer comentários específicos sobre o caso, mas confiam nas instituições para a elucidação dos fatos.