31 de julho de 2025

Serial killer em Goiás confessa ter matado mulheres e se desfeito dos corpos como "lixo"

Rildo Soares dos Santos, 33 anos, acusado de ao menos três feminicídios, disse à polícia que "ouvia vozes" que o mandavam matar

Por Redação
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Rildo Soares dos Santos, suposto serial killer - Foto: Reprodução

Em depoimento à Polícia Civil de Goiás, o suposto serial killer Rildo Soares dos Santos, 33 anos, admitiu ter assassinado ao menos três mulheres e descartado os corpos como se fossem “lixo”. Ele alegou ouvir vozes que o mandavam cometer os crimes, mas, segundo o delegado Adelson Candeo, do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH), não há indícios de transtorno mental. “É maldade pura”, afirmou.

Rildo mantinha uma vida comum, com carteira de trabalho e relacionamentos sociais, mas agia com extrema frieza. Para a polícia, sua motivação estava ligada a vinganças torpes, e não a alucinações.

Cronologia da crueldade: ódio e descontrole

Cada crime teve um motivo específico, marcado por violência e desprezo:

  • Monara Pires Gouveia: assassinada um mês após Rildo acusá-la de furtar R$ 600. Ele a levou a um terreno baldio e a matou.
  • Alexânia Hermógenes Carneiro (Lessi): morta após o acusado descobrir que ela comprara drogas em seu nome. “Disse que quando fica nervoso, não se controla”, relatou o delegado.

Em todos os casos, as vítimas foram desfiguradas, o que, de acordo com a investigação, revela a intenção de apagar suas identidades e tratá-las como descartáveis.

Provas de geolocalização quebram a defesa

Antes de confessar, Rildo negava envolvimento. No entanto, os dados de localização de seu celular o colocavam nas cenas dos crimes. “Agora, não há dúvidas. Ele assumiu a execução”, disse Candeo. As evidências tecnológicas foram decisivas para vincular o suspeito aos feminicídios.

O caso chocou a cidade de Rio Verde e reacendeu o debate sobre a violência de gênero no estado. Para as autoridades, a postura do criminoso reflete não apenas brutalidade, mas um ódio profundamente enraizado contra mulheres. “Ele matava e ainda tratava essas mulheres como lixo. É um padrão de crueldade incomum”, concluiu o delegado.