31 de julho de 2025
SÓ PIORA

EUA avaliam revogar visto de comandante do exército brasileiro em nova escalada de tensão com Brasil

Governo Trump aleia que general Tomás Paiva foi indicado por Alexandre de Moraes e atua para dar respaldo militar a decisões do STF; medida integraria novo pacote de sanções

Por Redação
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General Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, comandante do Exército Brasileiro - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Os Estados Unidos estudam revogar o visto do general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, comandante do Exército Brasileiro, em uma medida que elevaria significativamente a tensão diplomática entre os dois países. De acordo com fontes do governo norte-americano, a avaliação se baseia na percepção de que o general teria sido indicado para o cargo pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, garantindo suporte militar a decisões judiciais. O Departamento de Estado mapeou um histórico de reuniões entre Moraes e o comandante.

A possível sanção ao general Tomás é discutida como parte de um novo pacote de restrições que inclui também integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Na segunda-feira (22), os EUA já revogaram o visto de sete autoridades brasileiras. Um integrante do governo Trump admitiu que as sanções dificilmente mudariam a postura do presidente Lula ou de ministros do STF, mas afirmou que novas punições devem ser aplicadas. Procurado, o comandante do Exército preferiu não se manifestar, enquanto generais próximos a ele avaliaram a medida como um "tiro no pé" que romperia canais de diálogo.

O general Tomás é citado em investigações relacionadas a supostos diálogos golpistas. Em conversas via Instagram entre o tenente-coronel Mauro Cid, delator de Jair Bolsonaro, e o advogado Eduardo Kuntz, Cid afirma que o comandante confidenciou a seu pai, general Lourena Cid, que Alexandre de Moraes teria reclamado que Bolsonaro "acabou com a vida dele".