Aliados de Bolsonaro criticam artistas em protestos contra anistia e PEC da blindagem
Parlamentares da direita reagem nas redes a atos que reuniram Caetano, Gil, Chico Buarque e Daniela Mercury
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Políticos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usaram as redes sociais nesse domingo (21) para criticar os protestos convocados por movimentos de esquerda contra a PEC da Blindagem e o projeto que concede anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), publicou uma montagem comparando o cantor Caetano Veloso em 1975 – segurando uma placa com “censura não, anistia sim” – com uma imagem recente do artista defendendo “censura sim, anistia não”. “Esse é o comunista hipócrita, que gosta de ganhar milhões”, escreveu.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) resumiu sua crítica em uma frase: “Anistiados contra a anistia é hipocrisia”. Já o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou a participação artística nos atos: “Nem com Rouanet vingou”.
O deputado André Fernandes (PL-CE) afirmou que, “com ou sem mobilização de artistas, o resultado será sempre o mesmo: a esquerda sempre faz manifestações flopadas”. O pastor Silas Malafaia questionou a metodologia de divulgação dos eventos: “Artistas para levar gente para rua. Faz como nós fazemos, imagens de cima feita por drone”.
Ato reúne artistas em múltiplas capitais
Os protestos contra a anistia aos envolvidos na invasão de prédios públicos em 2023 e a PEC que amplia a imunidade parlamentar ocorreram em várias cidades, incluindo Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Porto Alegre.
No Rio, o ato em Copacabana reuniu Caetano Veloso, Maria Gadú, Gilberto Gil e Chico Buarque. Em Brasília, participou Chico César, enquanto Daniela Mercury se apresentou em Salvador. As manifestações contaram com apoio de frentes de movimentos sociais, parlamentares e sindicatos.