31 de julho de 2025
nesta segunda (22)

TRE-AL julga ação que pode cassar mandato do deputado federal Paulão (PT)

Republicanos pedem anulação de votos de candidato da coligação; se acatado, recurso pode beneficiar ex-deputado Nivaldo Albuquerque e remanejar cadeira

Por Redação
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Republicanos pedem anulação de votos de candidato da coligação - Foto: Câmara dos Deputados

O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) realiza nesta segunda-feira (22) o julgamento de uma ação que pode resultar na perda de mandato do deputado federal Paulão (PT). O processo, movido pelo partido Republicanos, pede a anulação dos votos obtidos pelo então candidato a deputado federal João Catunda nas eleições de 2022, sob alegação de irregularidades na campanha.

Caso o tribunal aceite o pedido e cancele os mais de 20 mil votos de Catunda, uma nova distribuição de votos na coligação pode levar à retirada de Paulão da vaga na Câmara dos Deputados. Em seu lugar, assumiria o ex-deputado federal Nivaldo Albuquerque (Republicanos), filho do presidente estadual da legenda.

A ação alega que Catunda cometeu abusos ao distribuir panfletos contra o prefeito de Maceió, JHC (PSB), durante a campanha eleitoral.

Deputado confia na Justiça Eleitoral e partidos repudiam ação


Em suas redes sociais, Paulão afirmou que "acredita e confia na Justiça" e que, independentemente do resultado, continuará na "luta em defesa de Alagoas, da classe trabalhadora e das pessoas que mais precisam". Ele é atualmente o único representante do PT na bancada alagoana na Câmara.

Partidos de esquerda e movimentos sociais publicaram notas em defesa do parlamentar. O PCdoB classificou a ação como "manobra antidemocrática" e a associou a iniciativas como a PEC da Impunidade, que, segundo o partido, "ameaçam a democracia".

Já o diretório do PT em Maceió relacionou o timing do julgamento às discussões sobre a impunidade parlamentar no Congresso, afirmando que a tentativa de cassação ocorre quando "traidores da Pátria tentam a todo custo aprovar a vergonhosa PEC da impunidade".

O Movimento dos Trabalhadores do Campo (MTC) atribuiu a ação a interesses do agronegócio local, afirmando que os "senhores do agronegócio de Alagoas não aceitam um gigante defensor dos direitos humanos no parlamento".