TRE-AL julga ação que pode cassar mandato do deputado federal Paulão (PT)
Republicanos pedem anulação de votos de candidato da coligação; se acatado, recurso pode beneficiar ex-deputado Nivaldo Albuquerque e remanejar cadeira
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O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) realiza nesta segunda-feira (22) o julgamento de uma ação que pode resultar na perda de mandato do deputado federal Paulão (PT). O processo, movido pelo partido Republicanos, pede a anulação dos votos obtidos pelo então candidato a deputado federal João Catunda nas eleições de 2022, sob alegação de irregularidades na campanha.
Caso o tribunal aceite o pedido e cancele os mais de 20 mil votos de Catunda, uma nova distribuição de votos na coligação pode levar à retirada de Paulão da vaga na Câmara dos Deputados. Em seu lugar, assumiria o ex-deputado federal Nivaldo Albuquerque (Republicanos), filho do presidente estadual da legenda.
A ação alega que Catunda cometeu abusos ao distribuir panfletos contra o prefeito de Maceió, JHC (PSB), durante a campanha eleitoral.
Deputado confia na Justiça Eleitoral e partidos repudiam ação
Em suas redes sociais, Paulão afirmou que "acredita e confia na Justiça" e que, independentemente do resultado, continuará na "luta em defesa de Alagoas, da classe trabalhadora e das pessoas que mais precisam". Ele é atualmente o único representante do PT na bancada alagoana na Câmara.
Partidos de esquerda e movimentos sociais publicaram notas em defesa do parlamentar. O PCdoB classificou a ação como "manobra antidemocrática" e a associou a iniciativas como a PEC da Impunidade, que, segundo o partido, "ameaçam a democracia".
Já o diretório do PT em Maceió relacionou o timing do julgamento às discussões sobre a impunidade parlamentar no Congresso, afirmando que a tentativa de cassação ocorre quando "traidores da Pátria tentam a todo custo aprovar a vergonhosa PEC da impunidade".
O Movimento dos Trabalhadores do Campo (MTC) atribuiu a ação a interesses do agronegócio local, afirmando que os "senhores do agronegócio de Alagoas não aceitam um gigante defensor dos direitos humanos no parlamento".