Após desgaste com Blindagem e Anistia, Câmara busca retomar projeto de isenção do IR para até R$ 5 mil
Presidente Hugo Motta quer debater proposta popular do governo Lula; Senado, sob liderança de Renan Calheiros, avança com projeto próprio para acelerar tramitação
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Em uma clara estratégia para reparar o desgaste político causado pela aprovação da PEC da Blindagem e do regime de urgência para o PL da Anistia, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), busca retomar as discussões sobre o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A proposta é uma das principais bandeiras do governo Lula e possui alto apelo popular.
A ideia é apresentar aos líderes partidários uma pauta que beneficie diretamente a população, contrapondo-se às recentes votações amplamente criticadas como benéficas à própria classe política. O requerimento de urgência para o projeto do IR já foi aprovado em agosto, mas a votação em plenário esbarra no principal impasse: a forma de compensar a renúncia fiscal, atualmente prevista com o aumento de impostos sobre os mais ricos.
Enquanto a Câmara patina na busca de um acordo, o Senado Federal toma a dianteira. O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou que colocará em pauta um projeto próprio do Senado para aumentar a faixa de isenção. Em suas redes sociais, Calheiros justificou a medida pela necessidade de respeitar o princípio da anualidade tributária e pela "lentidão inegável" da tramitação na Câmara, buscando garantir que as novas regras valham já para o ano que vem.