31 de julho de 2025
Mobilização

Frentes de esquerda em Maceió mobilizam ato contra PEC da Blindagem neste domingo, na Pajuçara

Convocação dos atos ganhou força nas redes sociais, com apoio de parlamentares, movimentos sociais e organizações da sociedade civil

Por Por Ellen Gonzaga
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Convocação dos atos ganhou força nas redes sociais - Foto: Foto: Unidade Popular

Neste domingo (21), movimentos e frentes da esquerda brasileira realizam mobilizações em diversas cidades do país contra as chamadas PEC da Anistia e também contra a PEC da Blindagem ou "PEC da Bandidagem". Em Maceió, a concentração acontece a partir das 9h, na Praia da Pajuçara, próximo a praça 7 Coqueiros.

As publicações nas redes sociais foram realizadas pela Unidade Popular (UP), partido de esquerda que chegou a disputar as duas últimas eleições em Alagoas com candidatos para cargos majoritários. 

Além disso, a vereadora do PT, Teca Nelma, também mobilizou sua base para a participação nos atos. "Soberano é o povo! Estaremos lá, caminhando ao lado do povo de Maceió contra a PEC da Blindagem e contra a anistia para os golpistas", escreveu a parlamentar. 

Mobilização nacional

A convocação dos atos ganhou força nas redes sociais, com apoio de parlamentares, movimentos sociais e organizações da sociedade civil. A principal crítica é à Proposta de Emenda à Constituição que limita a possibilidade de investigação e punição de parlamentares sem a autorização prévia do Congresso Nacional - PEC da Blindagem.

Segundo especialistas, a proposta representa uma ameaça ao Estado Democrático de Direito, pois pode abrir brechas para a impunidade de parlamentares envolvidos em crimes de responsabilidade ou em ataques às instituições democráticas.

O descontentamento também cresceu após a Câmara dos Deputados aprovar, na quarta-feira (17), o requerimento de urgência para votação do Projeto de Lei 2162/2023, que propõe anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros réus pelos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro de 2023, a chamada PEC da Anistia. 

Para os organizadores dos protestos, a aprovação do projeto representaria um retrocesso na responsabilização dos ataques às instituições e à democracia brasileira.