31 de julho de 2025
ECONOMIA

Copom mantém Selic em 15% ao ano e cita incerteza externa e inflação acima da meta

Em decisão unânime, comitê do BC manteve a taxa básica de juros pela segunda reunião consecutiva, destacando cenário internacional volátil e expectativas de inflação ainda descoladas do centro da meta para 2025 e 2026

Por Redação
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Copom mantém taxa básica de juros em 15% ao ano - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou, nesta quarta-feira (17), a decisão de manter a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano. A escolha, unânime entre os membros do comitê, foi justificada pelas incertezas do cenário externo – especialmente devido à conjuntura econômica e política dos Estados Unidos – e pela inflação doméstica que ainda persiste acima da meta estabelecida.

Em seu comunicado, o Copom destacou que o ambiente internacional volátil exige cautela dos países emergentes, principalmente em um contexto de tensões geopolíticas. No front interno, o comitê reconheceu a moderação no crescimento da atividade econômica, apesar do dinamismo do mercado de trabalho, e reafirmou preocupação com as expectativas de inflação captadas pelo Focus, que se mantêm em 4,8% para 2025 e 4,3% para 2026 – acima do centro da meta de 3%. A projeção do próprio Copom para o primeiro trimestre de 2027, considerado seu horizonte relevante, é de inflação em 3,4%.

Esta foi a sexta reunião do ano e a segunda consecutiva em que a Selic foi mantida em 15%, interrompendo o ciclo de altas iniciado anteriormente. A taxa permanecerá vigente pelos próximos 45 dias, até a próxima reunião do comitê. A ata detalhada da decisão será divulgada em até quatro dias úteis.

A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. Taxas de juros mais altas tendem a frear a demanda ao encarecer o crédito, estimulando a poupança e contendo os preços. Por outro lado, juros elevados também podem dificultar a expansão da economia.