Enviado de Trump, diplomata Richard Grenell, diz acreditar em acordo com Venezuela e em "evitar a guerra"
Os dois países não mantêm relações formais desde 2019
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Richard Grenell, enviado especial do presidente Donald Trump para a América Latina, afirmou durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) no Paraguai, nesta terça-feira (16), que ainda vê possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Venezuela. Em declarações que contrastam com a recente escalada de tensão entre os países, Grenell defendeu a via diplomática para resolver o conflito.
"Já estive com Nicolás Maduro, sentei-me diante dele e articulei a posição 'América Primeiro'. Entendo o que ele quer. Acredito que ainda podemos chegar a um acordo, acredito na diplomacia, acredito em evitar a guerra", declarou Grenell, que já negociou a libertação de cidadãos americanos detidos na Venezuela.
As declarações ocorrem em um momento de forte tensão bilateral. Na segunda-feira (15), Maduro afirmou que as comunicações com os EUA estão "destruídas" devido ao que classificou como "ameaças de bomba, ameaças de morte e chantagem". Os dois países não mantêm relações formais desde 2019.
Recentemente, os EUA enviaram navios de guerra para o Caribe e acusaram Maduro de liderar uma rede de narcotráfico – alegação veementemente rejeitada por Caracas, que vê nas manobras militares uma ameaça à sua soberania.
Apesar do rompimento formal, Maduro havia indicado no início de setembro a existência de dois canais de comunicação com Washington: um através de John McNamara, funcionário da embaixada americana na Colômbia, e outro justamente com Grenell.