Juiz de Nova York rejeita acusações de terrorismo contra Luigi Mangione
Acusado de matar CEO da UnitedHealth, réu ainda responde a processos estaduais e federais
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Um juiz de Nova York rejeitou, nesta terça-feira (16), duas acusações relacionadas a terrorismo contra Luigi Mangione, incluindo homicídio em primeiro grau em prol de um ato de terrorismo e homicídio em segundo grau como crime de terrorismo. Na decisão, o magistrado considerou as acusações “legalmente insuficientes”.
Mangione é acusado de assassinar Brian Thompson, CEO da gigante de saúde UnitedHealth, morto a tiros em 4 de dezembro em frente a um hotel em Manhattan, onde a empresa realizava uma conferência com investidores. O réu compareceu ao tribunal estadual nesta terça-feira e declarou-se inocente das acusações, tanto estaduais quanto federais.
Defesa e acusações paralelas
A defesa de Mangione, liderada pela ex-promotora Karen Friedman Agnifilo, pediu o arquivamento do processo estadual, alegando que o réu não pode ser julgado duas vezes pela mesma conduta. “Os promotores estão tentando dar duas mordidas na maçã para condenar o Sr. Mangione”, afirmou a equipe jurídica.
No tribunal estadual, ele segue acusado de homicídio como crime de terrorismo, que pode resultar em prisão perpétua. Já no processo federal, o Departamento de Justiça busca a pena de morte, sustentando que o réu perseguiu Thompson através de fronteiras estaduais antes de matá-lo.
Os promotores do gabinete de Alvin Bragg, promotor distrital de Manhattan, afirmam que Mangione pretendia intimidar trabalhadores do setor de planos de saúde e estimular uma revolução contra os altos custos do sistema de saúde americano. A acusação contrasta com a narrativa da defesa, que aponta contradições entre as duas ações.
Julgamento indefinido
Segundo a promotoria, não há injustiça no fato de uma possível defesa em um caso comprometer a estratégia em outro, já que “as opções desagradáveis que o réu enfrenta decorrem de suas próprias ações depravadas”.
Luigi Mangione permanece sob custódia federal desde dezembro, enquanto as datas de julgamento, tanto estadual quanto federal, ainda não foram definidas.