Avião que caiu em Coruripe: destroços seguem para o Aeroporto de Arapiraca
Durante o resgate, equipes do Corpo de Bombeiros localizaram 300 tabletes de cocaína, avaliados em aproximadamente R$ 9 milhões
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Os destroços da aeronave que caiu no domingo (14), em uma área de difícil acesso na zona rural de Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas, foram retirados na manhã desta segunda-feira (15) e serão encaminhados ao Aeroporto de Arapiraca, onde ficarão até autorização judicial para destruição. O avião monomotor transportando cerca de 200 quilos de cocaína, o piloto, Timothy J. Clarck, de 46 anos e nacionalidade australiana, morreu no acidente.
Durante o resgate, equipes do Corpo de Bombeiros localizaram 300 tabletes de cocaína, avaliados em aproximadamente R$ 9 milhões. A droga estava embalada com adesivos da SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, o que levantou suspeitas de envolvimento com o tráfico internacional. A substância foi confirmada como cocaína em teste preliminar realizado pelas forças de segurança.
O avião, registrado na Zâmbia, caiu em uma plantação de eucalipto, levantando inicialmente suspeitas de explosão devido à presença de galões de combustível a bordo. Além dos entorpecentes, os investigadores encontraram itens suspeitos, como tablets, alimentos de origem não identificada, e galões adaptados para reabastecimento interno da aeronave.
Com o andamento das investigações foi descoberto um bilhete que indicava que o piloto deveria informar sua localização a cada três horas, apontando para a existência de um esquema logístico organizado para o transporte da droga. A operação de remoção dos destroços contou com o auxílio de um caminhão guindaste tipo munck e ocorreu com a área ainda isolada pela Polícia Militar.
A investigação está a cargo da Polícia Civil (PC), da Polícia Federal (PF), e do Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa II). A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL) acompanha o caso desde o início e acionou o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, para apurar as causas do acidente.
Após perícia inicial, os destroços foram levados ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), onde os procedimentos legais seguem em andamento. Ainda não há confirmação sobre o destino da carga apreendida.