STF inicia na terça-feira (2) julgamento de Bolsonaro e mais sete por tentativa de golpe
Primeira Turma da Corte marcará cinco dias de sessões para analisar o chamado "núcleo 1" da ação penal
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia na próxima terça-feira (2) o aguardado julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus. Eles respondem na ação penal que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, classificada pela Procuradoria-Geral da República como "autocrática".
O ministro Cristiano Zanin, presidente do colegiado, estabeleceu uma maratona de julgamento, com sessões marcadas para cinco dias. Em parte deles, os trabalhos ocorrerão em dois turnos: das 9h às 12h e das 14h às 19h, indicando a complexidade e a extensão dos debates previstos.
Os acusados não serão obrigados a comparecer presencialmente ao plenário do STF. De acordo com apuração da CNN, o tenente-coronel Mauro Cid, um dos réus, optou por não comparecer para evitar constrangimentos com os demais envolvidos no processo. A decisão segue um entendimento comum na Corte para julgamentos de grande repercussão.
Veja datas e horários do julgamento:
2 de setembro, terça-feira: 9h às 12h (Extraordinária) e 14h às 19h (Ordinária)
3 de setembro, quarta-feira: 9h às 12h (Extraordinária)
9 de setembro, terça-feira: 9h às 12h (Extraordinária) e 14h às 19h (Ordinária)
10 de setembro, quarta-feira, 9h às 12h (Extraordinária)
12 de setembro, sexta-feira, 9h às 12h (Extraordinária) e 14h às 19h (Extraordinária)
Veja quem são os réus do núcleo 1:
Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo de Bolsonaro, candidato a vice-presidente em 2022;
Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente;
Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-presidente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
Almir Garnier, almirante de esquadra que comandou a Marinha no governo de Bolsonaro;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro;
Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro; e
Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa de Bolsonaro.