O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (31) uma ordem executiva que aumenta as tarifas de importação sobre produtos de mais de 60 países, com alíquotas que variam de 10% a 50%. A medida, que entra em vigor em 6 de agosto, tem como objetivo retaliar práticas comerciais consideradas desleais pelos EUA. O Brasil permanece com a maior taxa (50%), mas centenas de produtos foram isentos, como itens aeronáuticos e energéticos.
Principais Mudanças nas Tarifas
Canadá: aumento de 25% para 35% (EUA citam "retaliação" canadense)
Brasil: mantém 50%, mas com mais de 700 exceções (açúcar, café e carne bovina não estão na lista)
Síria e África do Sul: taxadas em 41% e 30%, respectivamente
União Europeia e Japão: alíquota de 15%
Reino Unido: menor taxa (10%)
A Casa Branca justificou a decisão como resposta à falta de acordos comerciais até o prazo final (1º de agosto). Trump afirmou que o Canadá tentou negociar, mas não houve avanços: "Eles cobram tarifas absurdas de nossos agricultores, algumas acima de 200%".
Impacto no Brasil
Apesar da alta tarifa, o Brasil conseguiu exceções importantes, como aviões e peças aeronáuticas (beneficiando a Embraer), petróleo e derivados, etanol e máquinas agrícolas.
Porém, setores como café, carne bovina e frutas podem sofrer com a medida. Os EUA são o segundo maior destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China.
Países como Canadá e Índia já sinalizaram possíveis retaliações. O governo brasileiro avalia medidas para minimizar impactos em setores vulneráveis.
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