Cultura

    Cultura e resistência: 'Família Hùndésô' fortalece tradições afro-indígenas em Joaquim Gomes

    Durante 12 meses, o espaço oferecerá oficinas gratuitas de capoeira feminina, afoxé, artesanato indígena e quilombola, culinária africana e outros

    há 10 dias
    Cultura e resistência: 'Família Hùndésô' fortalece tradições afro-indígenas em Joaquim Gomes

    Por redação


    No povoado Riacho Branco, zona rural de Joaquim Gomes (AL), um projeto cultural está transformando realidades e fortalecendo identidades. O Ponto de Cultura Família Hùndésô, criado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, oferece oficinas gratuitas, atividades culturais e afroturismo, celebrando as tradições afro-indígenas em uma região historicamente isolada.


    “O povoado de Riacho Branco é uma região de difícil acesso, com muitas famílias de artesãos que historicamente recebem pouco incentivo. Nosso projeto chega para somar e, independentemente da questão religiosa, o foco é social. Queremos apoiar famílias à margem, ampliar o acesso ao conhecimento e à formação, e fortalecer a cultura local”, explicou Doté Elias, sacerdote da Família Hùndésô e criador do Ponto de Cultura.


    O projeto também prepara a comunidade para receber visitantes através do afroturismo, uma iniciativa que busca potencializar a economia local. “O Turismo Afro veio para pontencializar todos os pontos de cultura, seja a Casa de Axé ou seja um ponto Cultural, como a Família Hùndésô, para trazer todo o turista pra esse ponto, seja ele brasileiro ou internacional, fortalecendo também a economia das famílias quilombolas e indígenas de Joaquim Gomes“, explica o turismólogo Roberto Monteiro, coordenador do projeto.


    Durante 12 meses, o espaço oferecerá oficinas gratuitas de capoeira feminina, afoxé, artesanato indígena e quilombola, culinária africana, penteado afro, vivências ancestrais e cine rural.


    Fundada em 2003, a Família Hùndésô tem histórico de promoção de ações socioeducativas e combate ao racismo, homofobia e intolerância religiosa. O lançamento do projeto contou com apresentações do Maracatu Nação Acorte de Alagoas, Coletivo AfroCaeté, Povo Indígena Wassu Cocal e da Capoeira do Centro Educacional Arte e Pesquisa, simbolizando a união de tradições que agora ganham novo espaço de resistência e transformação social.


    Foto: Assessoria


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