Política

    CCJ mantém sabatinas de indicados apesar de boicote da oposição no Senado

    Presidente da comissão, Otto Alencar, afirma que prosseguirá com as audiências mesmo com resistência de bolsonaristas

    há 23 dias
    CCJ mantém sabatinas de indicados apesar de boicote da oposição no Senado

    O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), declarou à coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, que manterá as sabatinas de indicados para agências reguladoras e tribunais superiores, mesmo diante do boicote promovido pela oposição. O movimento de resistência, liderado por senadores alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, é uma resposta à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente.


    Em entrevista, Alencar afirmou que só não realizará as sabatinas se os senadores da oposição ocuparem fisicamente a CCJ para impedir as sessões. "Só (não vou fazer as sabatinas) se eles (bolsonaristas) ocuparem aqui. Se eles não ocuparem, eu venho. Dou minha presença. Se tiver 14 (senadores), eu abro", disse.


    O presidente da CCJ já recebeu, ao longo da terça-feira (5), alguns dos nomes indicados pelo governo Lula, como a procuradora alagoana Marluce Caldas, candidata a uma vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e o advogado Artur Watt Neto, indicado para a direção-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).


    Enquanto Otto Alencar se prepara para seguir com as sabatinas, senadores da oposição, como Marcos Rogério (PL-RO), presidente da Comissão de Infraestrutura, ameaçam suspender as audiências de indicações para agências reguladoras até que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), paute alguma medida que beneficie Bolsonaro. Rogério chegou a receber em seu gabinete o desembargador Carlos Brandão, indicado ao STJ, mas mantém a postura de obstrução nas votações de órgãos como a ANP, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Agência Nacional de Mineração (ANM).


    Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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